Interfaces?

O IV Seminário da Redarte-SP, que ocorreu em novembro de 2019 na Pinacoteca do Estado teve como proposta apresentar possíveis interfaces entre bibliotecas, museus e arquivos de arte. Existem mesmo essas interfaces? As palestras de profissionais de diferentes formações apresentadas no Seminário deixaram entrever algumas possibilidades de contato, embora parcialmente ocultas entre várias barreiras. 

A interface mais visível parece estar nos acervos da área de artes e em sua tendência a deslizar entre os diferentes tipos de instituição, desafiando nossos limites de atuação. Livros de artistas em bibliotecas? Desenhos e esculturas apresentados como teses? Fotos e vídeos com a dupla função de obras autônomas e registro de outras obras?

A professora Johanna Smit já defendia, em 1993, que os documentos audiovisuais são “um campo privilegiado de interface entre museologia, arquivística e biblioteconomia e documentação”, já que estão presentes nas três disciplinas, que todas têm dificuldades em tratá-los, mas raramente conversam entre si (SMIT, 1993, p. 81). Essas afirmações também podem ser transpostas para acervos de arte, sobretudo para aqueles que se expressam na linguagem do audiovisual – mas não somente.

A barreira mais visível que se ergue entre as possibilidades de interface seria, ao que tudo indica, a falta de contato e diálogo entre as áreas. A professora Ana Maria de Almeida Camargo, ao discutir as falhas no tratamento arquivístico de arquivos pessoais em instituições de custódia, chama a atenção para a “forte e equivocada da biblioteconomia na formulação de normas para descrição de arquivos”, que levaria, segundo a autora, à prática de descrever individualmente esses documentos, perdendo-se as circunstâncias de produção e a relação com outros itens do arquivo (CAMARGO,  2009, p. 31). Em sua palestra, Ana Maria enfatizou sua vontade de discutir uma abordagem integrada de espécies, formatos, suportes e gêneros diversos, relatando dificuldades nesse sentido. A partir dessas afirmações, podemos imaginar que, mais do que o olhar dos profissionais, as regras e padrões são a barreira mais alta que se ergue entre as interfaces. Como lembra Smit (1993, p. 84), “as diversidades de usos não deveriam impedir a discussão dos problemas comuns”.

O trabalho da Redarte-SP, reunindo profissionais de formações diferentes mas de interesses semelhantes, poderá contribuir para a superação dessas barreiras. 

Vejam as apresentações do IV Seminário:

Marilúcia Bottallo Museus e instituições de preservação: campos de interação e distinções

Marina Macambyra Trabalhos de arte em bibliotecas ou O que eu faço com este saquinho de sementes?

Luciana Amaral Décadas de Dança: Arquivo Pessoal Maurice Vaneau e Célia Gouvêa

 

CAMARGO, Ana Maria de Almeida. Arquivos pessoais são arquivos. Revista do Arquivo Público Mineiro, Belo Horizonte, v. 45, n. 2, jul.-dez. 2009, p. 26-39. Disponível em http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/acervo/rapm_pdf/2009-2-A02.pdf. Acesso em 25 jun. 2020.

SMIT, Johanna. O documento audiovisual ou a proximidade entre as três marias. Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, São Paulo, v. 26, n. 1-2, p. 81-85, 1993. Disponível em: http://rbbd.febab.org.br/rbbd/article/view/396/370. Acesso em 25 jun. 2020.

 

IV Seminário de Informação e Documentação em Arte da Redarte SP – Interfaces: bibliotecas, museus e arquivos de Arte

A Redarte-SP vai realizar, em novembro deste ano, seu IV Seminário, discutindo o tema Interfaces: bibliotecas, museus e arquivos de Arte.

Programação

14h – Abertura institucional 

14h15 – Introdução apresentações 

 

14h30 –  Marilúcia Bottallo

Museus e instituições de preservação: campos de interação e distinções

Muitas questões têm sido levantadas no âmbito das ciências da informação sobre possíveis formas de se pensar estruturas, matrizes e arquiteturas de informação que sejam comuns para museus, arquivos e bibliotecas. Na verdade, a distinção entre tais formas institucionais não se coloca tanto pelo fato de o museu lidar com cultura material, mas o que isso comporta na relação com os elementos de representação. A estruturação dos métodos e processos de gestão da informação em museus e suas consequentes formas de praticar a preservação e divulgação tem como premissa uma série de teorias e conceitos por meio dos quais se privilegia menos o objeto como centro de preocupações e mais a relação intermediada do ser humano com expressões da cultura material como forma de conhecimento sobre si e seu entorno.

Quem é Marilúcia

Doutora em Ciências da Informação, Mestre em Artes ambos pela ECA/ USP, Bacharel em História pela FFLCH/USP. É Diretora Técnica do Instituto de Arte Contemporânea onde implantou o Núcleo de Documentação e Pesquisa. Coordenadora da Pós-Graduação em Museologia, Colecionismo e Curadoria do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Atuou como Museóloga no Museu de Arte Moderna de São Paulo, na Pinacoteca do Estado de São Paulo, no National Museum of American Art/Smithsonian Institute e no Museu de Arqueologia e Etnologia da USP. Coordenou o Centro de Memória da Fundação Bunge. Membro do Comitê Internacional de Museus (ICOM) onde foi Diretora e, atualmente, é membro do Conselho Consultivo. Customiza, desenvolve e coordena projetos de implantação de sistemas de gestão de acervos e de informação relacionados à preservação de memória. Docente de disciplinas relacionadas à Salvaguarda Patrimonial: Documentação em Museus, Ética Patrimonial, Gestão de Coleções, Gestão de Processos, Curadoria e Teoria e História dos Museus.

15h –  Marina  Macambyra

Trabalhos de arte em bibliotecas ou O que eu faço com este saquinho de sementes?

A presença de trabalhos de arte originais no acervo de uma biblioteca traz diversas questões. Nem todas têm soluções simples. A partir da experiência da Biblioteca da Escola de Comunicações e Artes da USP, que mantém uma coleção de trabalhos apresentados como dissertações e teses do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da instituição, vamos conversar sobre esse interessante desafio.

Quem é Marina

Bibliotecária formada pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Trabalha desde 1982 na biblioteca dessa mesma Escola, atuando no tratamento da informação e nos serviços de referência. Sua principal área de atuação é a documentação audiovisual, tendo trabalhado na organização de coleções de filmes, imagens fixas e documentos musicais. Mantém um blog pessoal sobre documentação audiovisual: A Imagem, o Som, o Tempo. Colabora com o blog da Biblioteca da ECA e com o Bibliotecários Sem Fronteiras. Atualmente chefia o Serviço de Atendimento e Circulação da Biblioteca da ECA, onde coordena o programa de treinamentos. 

15h30 – Luciana Amaral

Décadas de Dança: Arquivo Pessoal Maurice Vaneau e Célia Gouvêa

 Em 2014, graças ao Programa de Fomento à Dança da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, na 12ª. edição, que acolheu o projeto pioneiro Décadas de dança: preservação e compartilhamento do acervo Gouvêa-Vaneau foi possível organizar e deixar disponível para pesquisa o acervo do casal, que atuou principalmente nas décadas de 1970 a 1990 na área artística e cultural.

Esse projeto foi o primeiro a ser contemplado pelo Programa Fomento a Dança voltado para a organização e difusão da memória dessa arte.  Composto por acervo fotográfico, cartográfico, fílmico e documental , a documentação reflete a carreira do diretor, cenógrafo e figurinista, Maurice Vaneau e da bailarina e coreógrafa Célia Gouveia, abarcando desde 1926, data de nascimento de Maurice Vaneau, até o ingresso de Célia Gouvêa no Doutorado, em 2013 na Escola de Comunicações e Artes – ECA – USP.  Destaca-se o material original composto por desenhos de figurinos e cartazes realizados por Vaneau e o registro fílmico das coreografias elaboradas por Célia Gouvêa. 

Quem é Luciana

Mestre em Ciências da Informação pela Escola de Comunicações e Artes ECA- USP (2009). Graduada em História pela Faculdade de Filosofia, Ciências Sociais e Letras – FFLCH- USP (1994) e pós graduada em Gestão do Conhecimento pelo Centro Universitário Senac. Especialista em Organização de Arquivos, pelo Instituto de Estudos Brasileiros – IEB/USP (2000). Curso de Restauro em Fotografia, LUPA – Portugal (2017) Sócia – diretora  da Imagem & Informação. Docente do curso de Bacharelado em Fotografia e Pós Graduação do Centro Universitário Senac (CAS). Desde 1994 trabalha na área de organização, preservação e conservação de arquivos fotográficos. Clientes: CESP, Fundação Energia e Saneamento, Itaú Cultural, Instituto Goethe Museu Lasar Segall, Museu Santa Casa, Poli USP, Faculdade de Medicina-USP, acervo pessoal Célia Gouveia/Maurice Vaneau, Renato Imbroisi, Antônio Cândido, Frederico Morais, Patricia Centurion.

 

16h – Ana Maria de Almeida Camargo

Acervos de artistas: uma perspectiva de abordagem integrada

Dentre a extensa gama de instituições que se relacionam, de algum modo, com a arte – galerias, feiras, casas de leilão, centros de formação e espaços expositivos, entre outras -, nosso foco incide sobre aquelas que valorizam todo e qualquer tipo de documento que permita compreender a trajetória do artista. Tais instituições desenvolvem, por isso mesmo, políticas de aquisição de arquivos, bibliotecas e ateliês, com a perspectiva não apenas de preservar o ambiente em que atuou o artista, mas de fornecer aos estudiosos a maior gama possível de subsídios para o entendimento de seu processo criativo. Pretendemos também examinar e discutir a viabilidade de uma abordagem integrada dos acervos de artistas, a partir de projeto descritivo capaz de dar conta de espécies, formatos, suportes e gêneros documentais diversificados e de múltiplas origens.

Quem é Ana Maria

Graduada em História pela Universidade de São Paulo 1996, com doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo (1974). Atualmente é Professora Sênior do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Possui experiência em História, com ênfase em Teoria e Filosofia da História. Sua linha de pesquisa compreende trabalhos relativos à arquivística,  documentação, periódicos, atividades junto ao Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo e à imprensa brasileira. É autora de inúmeros trabalhos sobre documentos e arquivos.

16h30 – Debate

 

17h00 – coffee break

 

Inscrições:

http://www3.eca.usp.br/cbd/IVseminario?fbclid=IwAR3VwoGbQFXD7GjWtGPe8div0JcNaSC3kspmJhsTjUX2xao56QtMSD7Hkb0

 

Data: 28 de novembro de 2019

Horário: 14h

Pinacoteca do Estado de São Paulo (Auditório da Estação Pinacoteca)

Largo General Osório, 66 – Santa Ifigênia

Reunião virtual Redarte e Arlis-NA

No último dia 6 de junho, aconteceu a primeira reunião virtual entre a Redarte – SP, a Redarte –RJ e a Art Libraries Society of North America (Arlis-NA). O encontro, que transcorreu num clima informal e simpático numa das salas de aula da Escola de Comunicações e Artes da USP, foi idealizado e organizado pela professora Vânia Mara Alves Lima (ECA/USP), com o objetivo de apresentar as bibliotecas e arquivos das instituições que integram a Redarte-SP aos colegas da Art Libraries Society of North America (ARLIS/NA) representados pelo Comitê de Relações Internacionais e pelo Comitê Executivo da ARLIS e promover o diálogo entre os responsáveis por acervos de arte do Brasil e dos Estados Unidos.

Na foto abaixo, (quase) todos os participantes da reunião, da esquerda para a direita: Carla Bonomi (MASP), Giovana Maimone (professora da ECA/USP), Miguel Del Castillo – Biblioteca do Instituto Moreira Salles – SP, Lilian Bianconi e Paola de Marco Lopes dos Santos (Biblioteca da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP), Vânia Mara Alves Lima (professora da ECA/USP), Tobias Moraes (Biblioteca do Museu Lasar Segall – SP), Ana Luiza Mattos  (Arquivo Histórico Wanda Svevo, Fundação Bienal de São Paulo), Lauci Bortoluci Quintana (Biblioteca do Museu de Arte Contemporânea da USP), Isabel Ayres Maringelli (Biblioteca Walter Wey, Pinacoteca do Estado de São Paulo) e Sarah Lorenzon Ferreira (Biblioteca da ECA/USP).

Participaram da reunião, apresentando suas instituições, os seguintes profissionais:

Isabel Ayres Maringelli – Biblioteca Walter Wey, Pinacoteca do Estado de São Paulo

A Pinacoteca do Estado de São Paulo é o museu de arte mais antigo da cidade de São Paulo. Inicialmente, a Biblioteca Walter Wey foi criada para apoiar a equipe do Museu: curadores, pesquisadores e conservadores. Hoje, a maioria dos usuários é estudante. A coleção da Biblioteca  possui acervo significativo sobre  artistas brasileiros e contém materiais pertinentes à coleção artística do Museu, mas inclui também materiais de todo o mundo. Além do acervo geral, a Biblioteca possui várias coleções especiais – incluindo muitos títulos raros e valiosos – e material iconográfico como fotografias, objetos tridimensionais, cartazes e cartões postais. O Portal da Biblioteca foi lançado em 2012 para fornecer acesso às coleções da biblioteca, bem como ao banco de dados do acervo arquivístico (Fundo Institucional e Coleções e Fundos Privados)  e banco de dados de Exposições realizadas pela instituição.

Clique para ver a apresentaçãoPinacoteca

Ana Luiza Mattos – Arquivo Histórico Wanda Svevo, Fundação Bienal de São Paulo

Uma das mais importantes coleções de documentos sobre arte moderna e contemporânea da América Latina, o Arquivo Histórico Wanda Svevo (Arquivo Bienal) possui documentação produzida pelo Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), pela Fundação Bienal de São Paulo e por Francisco Matarazzo Sobrinho (Ciccillo), seu fundador, cobrindo um período de 1948 até o presente. Seu acervo é constituído essencialmente por documentação relacionada à Bienal de São Paulo em diferentes suportes, mais de 300.000 imagens, dossiês de artistas e uma biblioteca com mais de 27.000 livros e catálogos de exposições de arte moderna e contemporânea, incluindo uma coleção de 9.000 periódicos de arte histórica. Destaca-se na Biblioteca a coleção “Bienais do Mundo”, composta por catálogos de Bienais do mundo. Constantemente atualizada, hoje compreende mais de 1.400 volumes. Também inclui uma coleção dos catálogos da Bienal de Veneza desde 1897, catálogos das representações nacionais da Bienal de São Paulo e cerca de 4.000 cartazes da Bienal de São Paulo e outras exposições. É um acervo não circulante, disponível apenas para consulta local com hora marcada. O Arquivo Bienal fornece reproduções de imagens ou documentos de arquivo gratuitamente, mediante solicitação de pesquisa.

 

Clique para ver a apresentação: BIENAL

Lauci Bortoluci Quintana – Biblioteca do Museu de Arte Contemporânea da USP

O Museu de Arte Contemporânea USP abriga três acervos: Artes Visuais, Arquivístico e Bibliográfico. Fundado em 1963, assumiu perfil universitário enquanto museu de arte moderna e contemporânea, o que significa ter como base de suas atividades a pesquisa acadêmica e a formação educacional. Abriga produções externas que dialogam com a natureza e campo de atuação do MAC, fundamentando sua atuação na pesquisa e ensino. A formação universitária se dá pelos programas de Pós-Graduação que o Museu sedia e/ou atua e pelas disciplinas optativas de Graduação em nível de bacharelado oferecidas aos alunos. A Biblioteca Lourival Gomes Machado também foi criada em 1963, a partir da aquisição da biblioteca pessoal do artista e promotor cultural Paulo Rossi Osir, fundamental para o estudo do núcleo inicial da coleção de artes visuais do MAC USP. Atualmente, pode ser considerada uma das mais importantes bibliotecas de arte moderna e contemporânea do país, possuindo cerca de 13000 livros sobre artes plásticas, 32000 catálogos de exposição, 1400 pastas de recortes de jornais sobre os artistas do acervo de obras de arte e 314 livros de artista. Ao longo de sua história, incorporou outras coleções bibliográficas particulares como as de Pola Rezende e Yolanda Molhaly. Recentemente, o MAC USP recebeu a doação do acervo da biblioteca de Walter Zanini. Sua incorporação enriqueceu grandemente o acervo bibliográfico da Instituição.

Clique para ver a apresentação: MAC_USP

Debora Bonfim Aquarone – Biblioteca da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM – SP)

A ESPM foi fundada em 1951 por um grupo de empresários de publicidade e mídia liderado por Rodolfo Lima Martensen e patrocinado por Pietro Maria Bardi e Assis Chateaubriand. Reconhecida pela excelência acadêmica nas áreas de publicidade, marketing, relações internacionais e administração. Oferece 8 cursos de graduação e pós-graduação em seus campi nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Cada unidade conta com sua própria biblioteca. As coleções são integradas por meio do sistema Pergamum e cobrem todas as áreas de estudo da Escola: Jornalismo, Administração, Relações Internacionais, Publicidade e Propaganda, Sistemas de Comunicação e Informação, Ciências Sociais e do Consumo, Cinema e Audiovisual, Design. Em São Paulo, a biblioteca inclui uma ludoteca com mais de 500 jogos eletrônicos e de tabuleiro, para atender ao curso de Sistemas de Informação em Comunicação e Gestão. Atualmente, a biblioteca está trabalhando numa coleção específica dedicada à memória da publicidade no Brasil, com documentos em suportes diversos.

Clique para ver a apresentação: ESPM

Miguel Del Castillo – Biblioteca do Instituto Moreira Salles (IMS – SP)

O IMS é uma organização privada sem fins lucrativos dedicada a promoção e divulgação de atividades culturas. Possui um acervo fotográficos de cerca de 2 milhões de imagens de fotógrafos como Mário Cravo Neto, Marcel Gautherot, Marc Ferrez, Otto Stupakoff, José Medeiros e outros, música, iconografia e literatura. Em 2017, inaugurou um grande centro cultural na Avenida Paulista, em São Paulo, que inclui uma biblioteca especializada em livros sobre fotografia e aberta ao público, apenas para consulta.

Clique para ver a apresentação: IMS

Paola de Marco Lopes dos Santos – Biblioteca da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (FAUUSP)

A FAUUSP e sua  biblioteca,  especializada em Arquitetura, Planejamento Urbano, Design e áreas afins, foram fundadas no mesmo ano, 1948. Além da coleção de mais de 60 mil livros e teses e mais de 1.000 títulos de periódicos, há uma coleção Iconográfica contendo fotografias (30.000 positivos, 50.000 negativos e 3.500 negativos de vidro), 82.000 slides, microfilmes, filmes e fitas sonoras, e mais de 400.000 desenhos. Sua coleção iconográfica é uma das mais importantes do gênero. Atende principalmente ao corpo docente e discente, mas está aberta à comunidade externa, tanto do Brasil quanto do exterior. Foi criada, em 1993, a Seção de Preservação e Conservação de Materiais, responsável pelo desenvolvimento de projetos, com o apoio de agências de fomento à pesquisa, visando a preservação da coleção de materiais de papel, especialmente desenhos em papel vegetal.

Clique para ver a apresentação: FAUUSP

Carlos Alberto Della Paschoa – Redarte – RJ (participação remota)

A Rede de Bibliotecas e Centros de Informação em Arte no Estado do Rio de Janeiro (REDARTE/RJ) foi criada em 1995, com o propósito de promover e encorajar o uso de recursos informacionais em arte. Engloba, atualmente, 35 instituições que se reúnem uma vez por mês. Desempenha importante papel no campo da informação em arte, com destaque para a colaboração, cooperação e solidariedade entre seus membros, visando o benefício da sociedade. Organiza, desde 1999, seminários para promover a cooperação e a troca de experiências entre instituições de arte e cultura. Elaborou, em conjunto com o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, o Guia de bibliotecas de arte Brasil.

Clique para ver a apresentação: REDARTE_RJ

Carla Bonomi – Biblioteca do Museu de Arte de São Paulo (MASP)

O MASP é um museu privado, sem fins lucrativos, fundado em 1947 por Assis Chateaubriand, tornando o primeiro museu moderno do país. Seu acervo atual contém mais de 10 mil obras de arte, incluindo a mais importante coleção de arte européia na América Latina e hemisfério sul. A biblioteca tem cerca de 53.500 volumes, entre os quais livros, livros raros, catálogos de exposições e museus, teses e periódicos nas áreas de arte, arquitetura, design, moda, estética e história, que dialogam com a coleção do museu.

Clique para ver a apresentação: MASP

Tobias Moraes   – Biblioteca do Museu Lasar Segall – SP

O Museu Lasar Segall é um museu público federal ligado ao IBRAM (Instituto Brasileiro de Museus) e dedicado à vida e à obra do artista Lasar Segall (1889-1957).  A biblioteca tem o nome de Jenny Klabin Segall, em homenagem  à escritora e tradutora de teatro clássico alemão e francês, esposa do artista. Abriga uma coleção única de materiais de artes da cena, seguramente uma das maiores do Brasil e talvez uma das maiores na América Latina. Aberta desde maio de 1973, a coleção tem mais de 530 mil itens. Além de trabalhos impressos, como livros, periódicos, brochuras, teses, catálogos etc, possui material de arquivo, manuscritos,  textos inéditos, roteiros, cartazes, croquis de cenários e figurinos, programas de teatro e ampla coleção sobre fotografia, além de documentação completa sobre a vida e obra de Lasar Segall. O público inclui estudantes, professores, profissionais, pesquisadores acadêmicos e independentes das mais variadas partes do país e do exterior. Em seu um acervo digital podem ser acessados os conteúdos das duas primeiras revistas brasileiras de cinema, A Scena Muda e Cinearte, além de uma coleção rara de folhetos contendo peças teatrais, publicados entre o final do século XIX e início do XX.

Clique para ver a apresentação: Museu Lasar Segall

Sarah Lorenzon Ferreira – Biblioteca da Escola de Comunicações e Artes da USP (ECA/USP)

Fundada em 1966, a Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo oferece cursos de graduação e pós-graduação em Artes Cênicas, Artes Visuais, Audiovisual, Biblioteconomia e Ciência da Informação, Ciências da Comunicação, Editoração, Educomunicação, Jornalismo, Música, Publicidade e Propaganda, Relações Públicas. A Biblioteca, criada em 1970, mantém acervo de 218252 itens, entre os quais: livros, filmes, fotografias, imagens digitais, teses e dissertações, catálogos de exposições, partituras, gravações musicais, revistas de quadrinhos etc. Atende a comunidade acadêmica e público em geral. Destacam-se, no acervo de artes, os trabalhos de arte originais apresentados como trabalhos de conclusão de curso, dissertações e teses dos cursos de artes visuais, que incluem livros de artistas, desenhos, gravuras, fotografias, esculturas e objetos.

Clique para ver a apresentação: ECA_USP

Representando a ARLIS-NA, diretamente dos Estados Unidos, participaram:

Laura Schwartz, ARLIS/NA President 

Kim Collins, ARLIS/NA Past-president

Carol Ng-He, ARLIS/NA member of the Education subcommittee 

Beverly Mitchell –  International Relations Committee, Chair

Deborah Kempe –  Past International Relations Committee, Chair 

Logo após a reunião, Deborah Kempe and Beverly Mitchell enviaram mensagens de agradecimento, manifestando interesse em dar continuidade às conversas entre as instituições dos dois países . Beverly informou que  enviaria o link para a Listserv (ARLIS-L) list aberta para diálogo e engajamento dos profissionais de informação em arte. Deborah pediu informações sobre o estado da arte da digitalização de documentos no Brasil. O integrantes da Redarte – SP estão estudando a melhor forma de reunir e enviar esses dados.

Nossa reunião virtual, apesar de despretensiosa e informal, foi um passo importante na aproximação das instituições de arte brasileiras com a ARLIS-NA. Esperemos que floresça e dê frutos.

Debora Aquarone e Isabel Maringelli

Lauci Quintana

Vânia Lima

Ana Luíza Mattos

Paola Lopes dos Santos e Lilian Bianconi

Miguel Del Castillo

Carla Bonomi

Sarah Lorenzon Ferreira e colegas

Marina Macambyra e Sarah Lorenzon Ferreira

fotos: Andréia Tiemi

Como foi o III Seminário de Informação e Documentação em Arte

A terceira edição do Seminário de Informação e Documentação em Arte, realizada no dia 23 de novembro de 2018, na Escola de Comunicações e Artes da USP, teve como tema Livros de Artistas: da Criação ao Acesso.

Os vídeos com a íntegra das palestras e do debate já estão disponíveis no IPTV-USP, plataforma de vídeos didáticos, científicos e culturais da Universidade de São Paulo.

Primeira parte:
http://iptv.usp.br/portal/video.action?idItem=40034

Segunda parte:
http://iptv.usp.br/portal/video.action?idItem=40040

Resumidamente, as palestras trataram dos seguintes tópicos:

A definição do livro de artista como dilema – por Paulo Antonio de Menezes Pereira da Silveira

(Professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul)

Abordou a definição de “livro de artista”, expressão associada primeiramente a edições específicas da arte contemporânea, surgida espontaneamente e com objetividade nos anos 1970. Nas décadas seguintes passou a ser discutida, reivindicada ou mesmo inadequadamente interpretada, sobretudo por artistas, fenômeno que prossegue nos anos 2000.

Uma reflexão sobre as potencialidades e os conceitos que traduzem o “Livro de artista” – por Silvana Novaes Ferreira

(Professora da Escola Superior de Propaganda e Marketing)

Partindo de uma reflexão sobre os conceitos que traduzem o Livro de Artista, a apresentação abordou as potencialidades de exploração acadêmica junto aos alunos de Graduação em Design da ESPM. No Projeto de graduação em Design PGD os alunos podem optar pela modalidade “Experimental” e muitos escolhem o formato de livro de Artista. A palestra mostrou e explicou a metodologia desenvolvida, as etapas de desenvolvimento dos projetos e os resultados finais.

 

Clique no link para ver os slides:  Silvana Ferreira

O livro pensado através – por Lucia Mindlin Loeb

(Artista e pesquisadora em Artes Visuais, doutoranda da ECA/USP)

A artista mostrou seu trabalho e contou um pouco do processo de criação e produção dos livros obra/objeto/escultura que vem produzindo desde 2006. Lucia trabalha com fotografia desde 1991 e, buscando um novo suporte para as imagens, começou a investigar e experimentar a construção de uma série de livros objetos, que utilizam procedimentos tais como repetição de imagens, deslocamentos, sobreposições, cortes e furos, entre outros.

 

Clique no link para ver os slides: o livro através

Lúcia mostrou alguns de seus trabalhos documentados em vídeo:

Memória fotográficahttps://vimeo.com/257950823

Praiahttps://vimeo.com/207778424

Mestradohttps://vimeo.com/138408266

 

A formação e o desenvolvimento da Coleção Livro de Artista na UFMG – por Diná Marques Pereira Araújo

(Bibliotecária Coordenadora da Divisão de Coleções Especiais e Obras Raras – UFMG)

A Coleção Livro de Artista da Universidade Federal de Minas Gerais, com mais de 700 itens catalogados, é o maior acervo brasileiro no gênero e a primeira em biblioteca de universidade pública no Brasil. Começou em 2009, com a doação de um conjunto de livros de Alex Flemming, Guto Lacaz, Marilá Dardot e Paulo Bruscky. Em sua apresentação, Diná tratou da prática da organização de um acervo de livros de artistas e seus diversos desafios

O catálogo da coleção de livros de artistas da UFMG pode ser consultado neste blog:

https://colecaolivrodeartista.wordpress.com/

III Seminário de Informação em Arte – Livros de artistas: da criação ao acesso

Vem aí o III Seminário de Informação em Arte da Redarte – SP. O tema desta edição é: Livros de artistas: da criação ao acesso.

Inscrições abertas:

http://www3.eca.usp.br/cbd/inscricao-IIIseminario

Programação:

14h-14h10 / Abertura – Departamento de Informação e Cultura
14h10-14h30 / Apresentação Redarte-SP – Profª. Dra. Cibele de Araújo Camargo Marques dos Santos (ECA/USP)
14h30-14h50 / Uma reflexão sobre as potencialidades e os conceitos que traduzem o “Livro de artista” – Profª. Silvana Novaes Ferreira. (ESPM)
14h50-15h10 / A definição do livro de artista como dilema – Prof. Dr. Paulo Silveira (UFRG)
15h10-15h30 / O livro pensado através – Lucia Mindlin Loeb (Artista e Pesquisadora em Artes Visuais)
15h30-15h50 / A formação e o desenvolvimento da Coleção Livro de Artista na UFMG – Diná Marques Pereira Araújo – Coord. Divisão de Coleções Especiais e Obras Raras (UFMG)
15h50-16h30 / Debate
16h30 / Encerramento

LOCAL – ECA / USP
Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443
Cidade Universitária – Butantã
Auditório: Lupe Cotrim

atualizado em 05/11/2018

Narrativas e Representações: como foi o II Seminário da Redarte -SP

por Vânia Lima

O II Seminário de Informação e Documentação em Arte promovido pelo Departamento de Informação e Cultura da ECA/USP e pela Rede de Bibliotecas e Centros de Informação em Arte contou com 34 participantes entre profissionais, pesquisadores e estudantes das áreas de Biblioteconomia, Arquivo e Museus de Arte.

O tema “Narrativas e Representações em Bibliotecas, Arquivos e Museus” discutiu as narrativas e representações produzidas nas coleções, físicas ou virtuais, de bibliotecas, arquivos e museus, bem como a influência destas nos discursos elaborados pelos pesquisadores e pelo público-usuário destes acervos.

 

A discussão teve início com a palestra “Um modelo para o estudo da arte: o CSAC – Centro de Studi e archivio della comunicazione” realizada pela Profa. Dra. Giulia Crippa, titular da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, Campus de Ribeirão Preto, no curso de Biblioteconomia, Ciência da Informação e Documentação, onde foi apresentado a constituição de um arquivo da memória cultural cujo acervo heterogêneo tem como consequência a necessidade de se redefinir a noção de documento ao mesmo tempo que modifica a percepção do lugar que recolhe o documento e coloca como ponto central o processo de documentação como instrumento para a constituição de uma narrativa da memória cultural.

Em seguida, na palestra “A Bibliografia como narrativa e representação: Conrad Gesner (século XVI) e as fontes históricas em artes” o Prof. André Vieira de Freitas Araújo do Curso de Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação da Universidade Federal do Rio de Janeiro foi apresentado a função mediadora da bibliografia, baseada em dois pilares, o conceito de livro e o princípio de sistema como recurso para dar substância às diferentes formas de pensamento e organização do saber, destacando-se o trabalho de Conrad Gesner com as fontes para a História da Arte, onde a bibliografia torna-se um mapa das Artes.

O Prof. Dr. Artur Simões Rozestraten da Faculdade de Arquitetura da Universidade de São Paulo, com a palestra “Representações da Arquitetura a partir do acervo iconográfico da Biblioteca da FAUUSP” apresentou o desenvolvimento do acervo iconográfico de imagens de Arquitetura da Biblioteca da FAUUSP desde suas origens, pensado como um museu imaginário na década de 60 até os dias de hoje com o projeto ARQUIGRAFIA, ambiente colaborativo na Web público, aberto e gratuito onde usuários institucionais e usuários particulares interagem “semeando” e “colhendo” imagens, formulando e compartilhando juízos críticos sobre imagens de arquitetura e espaços urbanos.

Fechando o evento, a Presidente da Redarte/RJ Denise Maria da Silva Batista apresentou a Rede de Bibliotecas de Arte do Rio de Janeiro, destacando a importância da organização dos profissionais que atuam nas instituições de memória como as Bibliotecas, Arquivos e Museus com acervos de Arte, para discutir sobre os novos processos de organização e acesso a acervos tão diferenciados e específicos, mas que enfrentam as mesmas dificuldades no que se refere a sua preservação e tratamento para o acesso público.

Consideramos que o evento como atividade de Cultura e Extensão, repetindo o sucesso de sua primeira edição ocorrida em 2016 na ECA, vem consolidando uma parceria entre a Universidade e organizações da sociedade civil na disseminação do conhecimento produzido na academia e, consequentemente, em como esse conhecimento pode ser aplicado para um efetivo desenvolvimento social.

Vejam as apresentações nos links:

Giulia Crippa

André Araújo

Artur Rozestraten

Denise Batista

fotos: Guilherme Castoldi

post editado em 15.02.2018

Participação da Redarte-SP na IFLA – 2017

A bela cidade de Wroclaw – e seus incontáveis duendes – hospedou o 83º Congresso da IFLA, que teve como tema central as Bibliotecas, Solidariedade e Sociedade.

As atividades do Comitê de Bibliotecas de Artes foram acompanhadas de perto por Isabel Ayres Maringelli (Pinacoteca de São Paulo e FESP-SP), cujo relato pode ser consultado aqui.

Dentre as inúmeras reuniões satélites, destacamos a Digital Humanities Satellite Meeting, promovida pela Academic and Research Libraries, comitê da IFLA. O evento foi realizado em Berlin e contou com a participação da Professora Vânia Lima (ECA-USP), que apresentou o trabalho ARQUIGRAFIA: digital images in the collaborative environment on the web. O relato do evento pode ser consultado aqui.

O Congresso da IFLA é sempre uma grande oportunidade para termos a dimensão da importância da nossa profissão na sociedade, e é possível ver a amplitude de campo de atuação: é inesgotável e esse entusiasmo ainda nos faz sonhar com um Congresso da IFLA no Brasil!!!

ifla

2016: O Recomeço

Em 2016 um grupo de profissionais de diversas instituições se reuniu para dar continuidade às atividades da Redarte-SP e avaliar novos campos de atuação que possam unir as práticas e as reflexões sobre a área.

Missão

Reunir profissionais da área, para discussão e troca de experiências no que se refere à organização, representação e acesso a informação no domínio das artes.

Objetivos

  • Desenvolver projetos conjuntos que promovam a circulação e a ampla divulgação da informação sobre arte.
  • Estabelecer canais para comunicação e troca de informações entre os profissionais das instituições;
  • Criar mecanismos para compartilhamento de procedimentos e produtos desenvolvidos a partir de experiências das práticas profissionais;
  • Promover a cooperação com redes afins;
  • Promover e divulgar cooperativamente eventos da área.

Especialidades

  • Arquitetura;
  • Artes do espetáculo;
  • Artes Visuais.

Contato: redarte.saopaulo@gmail.com